Ácido Úrico – O Estacionamento que não é rotativo

Publicado por em 16/06/2021

O vereador Marcelo Achutti indicou ao Poder Executivo Municipal que seja suspensa a cobrança do estacionamento rotativo enquanto a prefeitura não resolver o problema do transporte público municipal. O pedido faz todo o sentido, uma vez que trabalhadores estão com recursos limitados de transporte público e muitos tem se obrigado a usar meios próprios. Me aprofundando no assunto e verificando o decreto de 2019 que regulamentou o estacionamento rotativo na cidade, além de devaneios, descobri que o estacionamento deixou de priorizar a rotatividade e hoje se limita a aplicação de multas.

Devaneios

Cada cidade regulamenta o seu estacionamento rotativo e determina qual a “punição” de quem não paga por ele. Na falta de determinar qual a penalidade, vale o que está no CTB. Acontece que, pelo CTB, não pagar os 2 reais para o estacionamento é considerado uma infração grave, com uma multa de R$ 195 e 5 pontos na carteira. Sim, tão grave quanto não prestar socorro a vítimas de acidente de trânsito. Em Balneário Camboriú não tem determinada nenhuma punição, ela simplesmente diz que a penalidade é de acordo com o CTB, sem choro e nem vela, com multa e remoção do veículo.

Sem número

Recentemente mudaram as “regras” do rotativo na cidade. Apesar de existir a marcação do número das vagas, ele não é mais exigido na hora de comprar o ticket no parquímetro. No aplicativo, pode colocar o número que quiser, nada muda. Quando os agentes consultam para saber se o carro está pagando, o número da vaga não é checado e apenas querem saber se está pagando ou não. Ou seja, o carro pode passar o dia inteiro no mesmo lugar pagando tickets sem números ou comprando tempo no app com números diferentes.

Não remove

Ontem pela manhã, misteriosamente, pela terceira vez em menos de uma semana, fizeram uma denúncia em frente ao escritório onde fica a redação do meu portal, alegando que haviam veículos estacionados e sem pagar. Um veículo foi multado por estar sem pagar as 11 da manhã e, pasmem, eram 22 horas e o carro ainda estava no mesmo lugar com o papelzinho no para-brisa. Ou seja, também não seguem o CTB que prevê como medida administrativa, a remoção.

Sem rotatividade

No fim das contas, a intenção hoje do rotativo não está em ter vagas disponíveis para quem precisa, a norma é unicamente arrecadatória. Eu não vou entrar no mérito das “denúncias” em frente ao meu escritório e a vista grossa dos agentes para veículos estacionados em guias rebaixadas logo adiante, pois não quero acreditar que isso seja provocado, por mais estranho que pareça.

O que me chateia é simplesmente não dar opção para o contribuinte. Sem contar que não é uma concessionária que explora o serviço. O parquímetro é alugado pela prefeitura. Ou seja, o contribuinte paga duas vezes. Sobre as denúncias, prefiro me limitar a dizer que tem denúncias bem mais graves empoeirando em alguma gaveta da prefeitura e não são apuradas. Bem mais graves do que um simples rotativo.

Centro de Eventos

Foi homologada a vencedora da licitação do Centro de Eventos. O consórcio BC Eventos foi o vencedor e agora assume a gestão do caixotão de aço. O que me espanta é que um dos sócios de uma empresa que compõe o consórcio ainda esteja nomeado como secretário parlamentar no gabinete da deputada Paulinha. Mais espantoso ainda é a Santur dizer que não tem nada de ilegal nisso.

Tensão no PP estadual

Em conversa com um colega colunista, o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, disse que a base do Progressistas pede uma definição sobre quem será o nome do partido para o pleito ao Governo do Estado em 2022. Com o desejo de disputar, ele entende que a escolha estimulará aos que tem interesse em se candidatar nas proporcionais. Joares e o senador Esperidião Amin tem conversado, mas até o momento nenhuma definição. Acontece que o PP está namorando com Moisés e essa história de deixar Ponticelli de lado me cheira a tapetão dos grandes.

Emelise tinha razão

Em março completou 10 anos da precoce partida da advogada Emelise Fernanda Sturmer, liderança forte na juventude do PSDB, que nos deixou em 2011, aos 33 anos, após uma luta contra o câncer. Emelise era sábia, era cabeça pensante do grupo, conselheira e “mãezona” da galera. Em reuniões, dava toque e projetava ideias de como seria o futuro político deste ou daquele. As previsões dela foram todas certeiras, algumas mais especiais, vivenciadas hoje em dia, com detalhes, como destacou a jovem advogada. Ela foi cedo e muita coisa poderia ter sido diferente. Emelise ainda tinha muito para contribuir com a cidade e, principalmente, em analisar o caráter da política balnear.


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