Ácido Úrico – Fim de semana de muitas fotos e pouco pé na lama

Publicado por em 26/04/2021

A ação de limpeza do Rio Camboriú foi um sucesso, tanto pelos 50m3 de lixo retirados do rio, quanto para quem apareceu só para tirar foto e se promover.

Muita foto para pouco pé na lama

O sábado foi agitado neste fim de semana onde aconteceu uma ação de limpeza e recolhimento de entulhos do Rio Camboriú. Ação linda e com um ótimo resultado. Foram aproximadamente 50m3 de entulhos retirados do Rio. Tudo lindo, se não fosse a ação dos oportunistas de plantão. Teve gente que apareceu lá, tirou foto, deu entrevista e sumiu na primeira oportunidade. Teve quem foi, tirou foto carregando algo e depois vazou também. Cômico se não fosse trágico.

Trilha infame no vídeo promocional da GM

Rolou no Instagram da prefeitura de BC um vídeo promocional da Guarda Municipal. O vídeo ótimo, mostrando o trabalho brilhante por parte da entidade que tem feito muito mais do que a sua obrigação no quesito segurança. O problema foi a trilha usada para compor o vídeo, que foi um grande vacilo e total falta de conhecimento por parte de quem criou. Conhecimento este que sobrou em Bola Teixeira, que identificou a música na hora.

A GM não é matadora!

A música usada se chama “Killing in the Name of(Matando em nome dele), um rap metal da banda norte-americana “Rage Against the Machine”, lançada em 1991. Trata-se de uma música de protesto que fala sobre brutalidade policial, abuso de poder e violência racista nos EUA. A letra apresenta uma suposta proximidade que existe entre alguns membros das forças policiais e militares, e os ideais fascistas e autoritários. Ela compara ainda a violência policial aos linchamentos do Ku Klux Klan, grupo terrorista de supremacia branca que assombrou os EUA por décadas. Será que isso tem a ver com a GM? Não né. Mais atenção galera.

Estudo antigo sobre segurança, divulgado como novo

Uma matéria foi compartilhada hoje pelo prefeito de Balneário Camboriú, falando sobre um estudo que mostra a cidade entre as mais seguras do país. No texto da matéria, fala de um estudo nacional feito pela Urban Systems, e mostra o trabalho da GM na cidade. Legal o trabalho da GM, tem mostrado serviço mesmo como citei acima, mas o estudo é velho. O último Ranking Connected Smart Cities da Urban Systems é de setembro de 2020 e já foi divulgado por diversos veículos de comunicação, menos pela prefeitura pois estava em período eleitoral. Ontem a noite, quando o jornal publicou o relatório requentado com as ações novas da GM, eu cantei a bola: “Mais uma para o prefeito e comissionados replicarem”, não deu outra. Que coisa mais feia.

O suposto representante da Lamborghini enrolando gestores

Mais feio ainda é o papelão que os gestores estão se prestando com o mexicano Jorge Antônio Garcia, dado como dono da “Lamborghini Latinoamérica”. Realmente, ele é dono dessa empresa mexicana, o problema é que ele não tem nada a ver com a montadora italiana. Até tinha, mas ele usou um furo no contrato para estar usando a marca. Jorge inclusive está respondendo processo nos Estados Unidos e na Itália por uso indevido da marca. Faz alguns anos que ele tenta convencer algum país a comprar a ideia dele de montar carros elétricos com o nome da Lamborghini, mas todo mundo acorda no meio do sonho dele.

O cara que acompanha Jorge, se chama Gilson Pierri, figurinha conhecida na cidade de Rio do Sul, onde ele é sócio de uma empresa (aberta em fevereiro) que também usa o nome da montadora italiana. A sede da empresa na cidade do Alto Vale é tão escondida que nem o Google Street View passou por lá. Até agora, caíram no papo a governadora Daniela e o prefeito Fabrício Oliveira, que fizeram muita mídia no negócio.

Rio Camboriú sem limites de velocidade é tragédia anunciada

O acidente envolvendo o suplente de vereador em Camboriú, Victor Piccoli, é uma verdadeira tragédia anunciada. Não estou culpando ninguém de nada, mas com certeza a velocidade influenciou muito na gravidade do acidente. Os abusos são corriqueiros na foz do Rio Camboriú, poucos respeitam e ninguém fiscaliza. Ninguém fiscaliza MESMO, os 5 nós que é a velocidade máxima permitida no local.

E a lancha milionária do acordo com as construtoras? Alguém viu?

Num passado não muito distante lembro que o acordo milionário com as construtoras contemplava um posto da Polícia Militar Ambiental e uma lancha importada de 2 milhões. Equipamentos estes que ajudariam na fiscalização do Rio Camboriú e da bagunça na orla. Alguém sabe como anda a construção do posto? E a lancha já chegou? Quem alardeava o acordo por ai deu uma sumida. Vou ter que consultar os universitários.


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