Ácido Úrico – 100 dias dos mandatos e a campanha de 2024

Publicado por em 19/04/2021

A campanha de 2024 ainda está longe, mas já tem gente preocupada ela. A eleição de 2022 então, nem se fala. Políticos tem se preocupado mais em pensar na campanha, do que trabalhar em seus mandatos.


Na política local, Campanha 2022 já começou e a de 2024 também

Reuniões políticas, troca de partido e discursos inflamados. Assim está se encaminhando as campanhas de 2022 e 2024. Tem vereador declarando apoio a candidato para a ALESC, sem nem pedir opinião do próprio partido para isso. Alguns vereadores de primeiro mandato, nem entenderam direito a função deles e já pensam na próxima. Ano que vem vai ter uns pensando em alçar voos mais altos, mas nem criaram asas.

O protagonismo do Vice-prefeito.

Carlos Humberto segue quietinho fazendo seu trabalho nos bastidores. Fiscaliza como vice-prefeito e continua sendo ignorado pelo alcaide. Carlos tem se destacado pela facilidade de articulação, boa conversa e, acima de tudo, confiança nas palavras. Além de ser curto e grosso quando precisa dar alguma declaração, a palavra do vice-prefeito não se perde no vento. Carlos é criado com uma doutrina onde o fio do bigode é valioso e palavra dita é compromisso assumido. Com isso tem atraído apoiadores, que andam descontente com a falta de palavra de outros por ai.

Os 100 dias dos eleitos em 2020

Na semana passada atingimos a marca de 100 dias de mandato dos eleitos em 2020. Alguns ainda não desceram do palanque. Outros não mostraram para que vieram e muitos ainda pedalam. Tem uns doidos que já pensam em 2024, como citei acima. O que na verdade é um suicídio político.

Em meio a tudo isso, tem os perdidos que ainda culpam a gestão anterior pelos problemas na cidade. A gestão anterior, é a atual.

Lombada na frente da loja da esposa

O vereador Omar Tomalih parece que ainda não aprendeu que não se brinca com dinheiro público. Depois de aditivar quase 50% na obra do telhado da Câmara e comprar um painel de LED que não serve para nada, o vereador fez uma indicação um tanto quanto curiosa.

Ele solicitou o estudo para a implantação de uma travessia elevada na Av Brasil, na altura da Rua 1061. Até ai tudo bem, é função do vereador. O que chama atenção é que o local solicitado pelo parlamentar fica a menos de 20 metros de um cruzamento com uma sinaleira. O que torna o equipamento desnecessário

O que deixa mais boquiaberto ainda, é o fato do local ser justamente na frente da loja de roupas infantis de sua esposa. Trânsito ou visibilidade? Legislar em causa própria que diz?

As indicações da Câmara

O vereador Teco fez uma indicação para que a prefeitura inclua os cirurgiões dentistas nos grupos de risco no “Plano Municipal de Vacinação” contra COVID. De acordo com o texto, indicação do parlamentar foi feita após identificar que “as informações referentes ao plano dessa categoria não estão disponíveis nas páginas oficiais da Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú como prioritário.”

Mais uma vez a assessoria do vereador falhou. Primeiro que não existe plano municipal. A Prefeitura segue o Programa Nacional de Imunização e não pode mudar isso. Segundo que os profissionais de odontologia já fazem parte do grupo prioritário do Programa Nacional desde janeiro, quando o Ministério da Saúde incluiu a classe.

Um pouco mais de atenção não faz mal a ninguém

Tem vereadora de Camboriú indo para o Podemos

Ouvi de uma fonte segura que a vereadora Inalda do Carmo, atualmente DEM, estaria arrumando as malas para uma possível ida para o Podemos. Com a morte de Zeca Simas, o DEM de Camboriú andou se desestabilizando e tem até um ex-candidato defendendo o atual governo que o DEM seria, teoricamente, oposição. Não consegui contato com a vereadora, portando não posso afirmar como verdade. Trago mais detalhes na próxima coluna.

O repentino interesse no Parque Inundável Multiuso

Vi nos últimos dias um repentino interesse da prefeitura de Camboriú no projeto do Parque Inundável Multiuso. Até esses dias pouco se falava. Alias, esse projeto está MUITO atrasado, justamente por pouca movimentação de uma das partes mais interessadas, a prefeitura de Camboriú.

O mais interessante é a maneira que esse assunto é colocado pela prefeitura em suas redes e matérias, como se a iniciativa fosse própria. Ludibriam a população ao omitir por exemplo que todo o projeto até hoje, é bancado pela EMASA e pelo Comitê do Rio Camboriú. Todos os estudos, levantamentos, projetos, vídeos e afins, foram feitos por essa força tarefa sem nenhuma participação, seja intelectual ou financeira, por parte de Camboriú.

Alias, muitos políticos de Camboriú são contra esse parque. Até a concessionária de água da cidade não se mostra muito feliz. Os motivos nem precisa explicar né. Mas eu acompanho o caso, inclusive com um artigo escrito em 2019, sobre os reais interesses dessa galera. Arroz, água ou terra? Veremos.


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