Ácido Úrico – Suado dinheiro do contribuinte

Publicado por em 09/04/2021

09/04/2021

Ácido Úrico – Suado dinheiro do contribuinte

O tão suado dinheirinho do pagador de impostos bancam políticos e seus assessores, com bons salários, para representar a população no executivo e no legislativo. Mas será que estão fazendo por merecer pelo trabalho exercido? Na coluna de hoje alguns disparates envolvendo a atuação dos nossos representantes.

Redução

Muito se fala em redução de vereadores e de salários. Até existe uma proposta do vereador Achutti para diminuir em 30% o salário de vereadores, prefeito, secretários e afins. Tem até emenda para aumentar de 30 para 50% esse percentual. Mas porque salário e não todas as “regalias” como verba de gabinete para o pagamento de assessores?

Cálculo

Assim, continha de padaria, cada vereador tem direito de gastar em torno de 18 mil reais com assessores. Maioria dos vereadores usa 100% da cota. Se diminuir em 30% do salário do vereador, temos uma economia de R$3.900,00 e ainda sobra 9100 reais para o parlamentar. Se eu diminuo 30% só da verba de gabinete, tenho uma economia de R$5.400,00. Será que a preocupação é mesmo a economia?

Projetos

Recursos humanos e financeiros são gastos no desenvolvimento de projetos de lei, indicações e requerimentos. Ai você abre os projetos do legislativo, em meio a uma pandemia, e se depara com projetos do tipo “Reconhecer Balneário Camboriú como Cidade Pet Friendly”. Ou “Proibir executivo e legislativo de apagar comentários em redes sociais”. Tem também um que quer incluir na grade curricular o tema “Direitos dos animais domésticos e silvestres”. É sério isso? É nisso que nosso dinheiro é aplicado?

Jogando para a torcida

Eu vejo em projetos como esses apenas medidas populistas de enrolar o povo menos esclarecido. Como um projeto que proíbe vereador de assumir cargo no executivo, em que o proponente é um vereador que já assumiu secretaria em governos anteriores.

Intizicar”

Projetos como esse não mudam em absolutamente a vida da população. Não há benefício algum. Mesmo porque o dinheiro “economizado” não volta para a mão do contribuinte e o cidadão não será ouvido na hora de nomear um secretário. Projetos como esse, além de desnecessário, só serve para “intizicar” opositores políticos. Tanta coisa para apontar e fiscalizar no executivo, vai matar tempo com besteiras como essa.

Parado

Há diversos projetos, uns bons, outros nem tanto, encalhados nas gavetas da Câmara. Boa parte dos projetos estão “empacados” na Comissão de Justiça e Redação. Não sei o problema encontrado pela comissão, mas essa vagarosidade em deliberar tem causado sessões como a desta 4ª feira, que tinha apenas 2 projetos do executivo na pauta, e um terceiro que não foi votado. Com isso, a sessão se resume apenas aos discursos do grande expediente.

8 sessões

Há um projeto interessante tramitando na casa legislativa. O projeto quer revogar o parágrafo único do Art. 183 do regimento interno, e acabar com o limite máximo de 8 sessões por mês. Quem sabe assim, comecem a desafogar os projetos parados e trabalhem pra valer, já que para convocar sessão extraordinária tem muito mais burocracia.

Trabalho

Na verdade, a população não está preocupada em quanto custa o legislativo. A população quer sentir-se representada. Quer ver a Câmara trabalhar em prol da população e ver resultados desse trabalho. Seja com 19 ou com 50 vereadores, o gasto é o mesmo e o dinheiro não vai voltar para o bolso. Mas pelo menos está sendo aplicado em algo que é visível e dá retorno para o tão judiado pagador de impostos.


Opnião dos Leitores
  1. Aderbal Machado   Em   10/04/2021 em 18:19

    Gian Del Sent, o espadachim. Gostei. Bem colocado. Pena que pensar como você e como eu e dizer tem pouco efeito. No fundo, só fazem o que bem entendem. Como não tem cobrança mais forte, vai de valsa. Mas nosso papel é este: continuar dizendo até atingir o fim. Parabéns, mô guri.

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