De março de 2020, quando a pandemia do coronavírus iniciou no Brasil, até março de 2021, o setor de turismo nacional acumulou um prejuízo de R$ 312 bilhões, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Os empresários que conseguiram resistir a esse período de incertezas e queda no fluxo turístico agora têm na vacinação a esperança de dias melhores para o setor que em 2019 era responsável por 12% de todo produto interno bruto catarinense. Esse é o pensamento de Margot Libório, presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau e também empresária do ramo hoteleiro, ela acredita que a partir do momento em que imunização alcançar pessoas na faixa etária dos 40 anos a retomada será sentida de uma forma mais efetiva.
“Tudo depende da questão de saúde, as pessoas se sentirem seguras é extremamente importante, por isso acelerar a vacina é fundamental. Tomara que em breve toda faixa dos 50 anos esteja vacinada para começar a vacinar a faixa dos 40 anos de idade, pois aí eu acredito que a gente vai ter um incremento bem importante, porque é uma faixa etária que tem um poder aquisitivo interessante, mas precisa se sentir segura para poder viajar”, avaliou.
Existem projeções ainda mais otimistas, como a de ex-ministro do turismo, e atual secretário de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Vinícius Lumertz, que apontam para uma recuperação do setor turístico até o fim de 2021, com uma forte procura por roteiros nacionais.
“No final do ano, nós estaremos provavelmente livres de tudo isso, teremos condições de viajar, passear, abraçar, de Natal, Réveillon e possivelmente Carnaval e tudo mais, essa é a tendência pelos estudos que nós temos da USP, que mostram que níveis mais altos de vacinação vão liberando as pessoas, como está acontecendo no mundo inteiro”, projetou.
Mas tudo vai depender do avanço da vacinação, a diretora da Vigilância Epidemiológica de Balneário Camboriú, Adriana Ribeiro, explica que os efeitos da imunização em massa só serão sentidos quando alcançarmos ao menos 70% da população vacinada.
“Em algumas cidades com 70% a 75% da população vacinada, com as duas doses, começaram a fazer um controle da pandemia, com o esquema vacinal completo a gente consegue ver que o vírus selvagem, que é o que está no ambiente, começa a brigar com o vírus vacinal, e o vírus vacinal tem se mantido muito mais forte”, explicou.
Para alcançar essa meta o Brasil segue recebendo imunizantes, na quinta-feira, dia 17, foram recebidas 936 mil doses da vacina Pfizer e a expectativa do Ministério da Saúde é de em julho cheguem mais 15 milhões de doses.